Especialista iOS · Globo · Cartola

Rafael
Escaleira

Milhões de pessoas abrem o Cartola no mesmo minuto, toda rodada.

Meu trabalho é fazer disso um dia comum.

01

O que eu faço

Trabalho na parte do aplicativo que ninguém vê e todo mundo sente: a arquitetura. Decido como o código é organizado para que um time inteiro consiga mexer nele sem quebrar o que já funciona — e para que o app continue rápido no dia de maior movimento do ano.

É um trabalho que só aparece quando falta.

02

Como cheguei aqui

Comecei mexendo no que não devia. Quando criança eu era fascinado pelo que a Apple lançava, e não bastava usar: eu queria saber como funcionava por dentro. Fazia jailbreak, instalava modificações que a Apple não previa.

A virada profissional veio num banco. Precisei mapear um sistema de login inteiro, herdado e antigo, para poder reconstruí-lo em outro lugar — fora da estrutura em que ele sempre viveu. Foi quando parei de escrever código dentro de um sistema e passei a ter que entender o sistema todo antes de tocar nele.

Quem só usou a plataforma pelo caminho oficial tem um modelo incompleto dela.

Eu aprendi onde ficam as costuras antes de aprender a costurar.

03

O trabalho mais difícil

Uma reformulação agressiva do produto em pouquíssimo tempo. Mudou a navegação, mudou a interface inteira, e mexeu em quase todos os caminhos do aplicativo.

O que tornou difícil não foi o código: foi tudo acontecer ao mesmo tempo, com um time novo que ainda não conhecia o produto, prazo curto e pressão alta.

04

O que deu errado

Dois erros meus, e o que eles custaram.

01

Tomamos decisões de interface que se afastavam do jeito que a Apple recomenda fazer. Pareceu inofensivo na hora. Continuamos consertando isso até hoje — sair da convenção da plataforma cobra juros por anos.

02

Escolhi uma estrutura de navegação que não valia para o aplicativo inteiro. O resultado é que a experiência ficou inconsistente dependendo de por onde a pessoa entrava.

05

O que eu construo por fora

Fora do trabalho, eu construo as ferramentas que eu queria ter. Um sistema de design, uma biblioteca de fundação, um aplicativo que usa os dois, e assistentes de IA que trabalham dentro desses padrões.

Não é portfólio de vitrine: é código público, versionado e datado, que qualquer pessoa pode abrir.

anos no GitHub
contribuições no último ano
versões publicadas
do meu código é Swift

Lido do GitHub agora. Contribuições somam commit, issue, pull request e revisão.

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Fora da tela

Academia e café. Espresso em máquina manual, todo dia de manhã.

As duas coisas são a mesma coisa, no fundo: repetir uma prática até ela ficar boa, controlando uma variável de cada vez. É mais ou menos o que eu faço com código.

07

Contato

Aberto a conversas.

Campo Grande, MS · Rio de Janeiro, RJ

7 passagens · 2017 — hoje